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QUEM SOU

Professor de Filosofia, gosto da palavra, que vem em forma de vivência, depois reflexão e, por fim, escrita (ou seria tudo junto, ao mesmo tempo?). Escrevo artigos, ensaios, livros e poemas. Abasteço meu pensamento em autores como Nietzsche, Schopenhauer e Hans Jonas e tento pensar sobre problemas que nos afetam sob esses espaços infinitos que nos ignoram.

Entre meus livros, estão os 3 volumes da Coleção Sabedoria Prática ("Sabedoria Prática", "Filosofia da Viagem" e "Elogio à Simplicidade", que já estão na terceira edição). Ano passado lançamos, Marcella Lopes Guimarães e eu, a Coleção Café com Ideias, cujo primeiro volume é "Diálogo sobre o Tempo: entre a filosofia e a história". Você pode encontrar no site: www.livraria.pucpr.br

Além disso escrevi "A solidão como virtude moral em Nietzsche"; "Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche" e "Compreender Hans Jonas". Sou co-autor de: "Ética, técnica e responsabilidade"; "Vida, técnica e responsabilidade"; "Ética de Gaia"; entre outros.


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quarta-feira, 2 de março de 2016


“Meu nome é com J”. Desde criança esse rifão me acompanha. Fico até sem jeito.

A décima letra foi a última a entrar na família do alfabeto latino. Nos teclados - pouca gente repara – ela está sempre assinalada em relevo, para projetar (ou dirigir?) a escrita de tudo. Em alguns vocabulários, tem função de I, como em Ivan, meu pai, que um dia, em algum lugar, já foi João. Ou como Jonas, o Hans, que eu estudo há tempos. No espanhol, vive se complicando entre um G, um X ou um simples R. Em francês teve dias de glória como em Savoja. Mas já caiu de moda. J tem suas antiguidades.

Então. Tem gente que acha difícil, mas é Jelson, como é jipe e como é jiboia e também pajé. J tem muitas complexidades. No jirau e na berinjela, então, é sempre um Deus nos ajude! Tem gente que cria até ojeriza e recusa a diversão. Com J, meu nome é recusado nas prateleiras. O corretor automático sublinha de vermelho. O moço do banco não acha a ficha. O documento não chega jamais.

O J, contudo, é uma joia - eu testemunho. Ele enfeita o jirau com um brilho único. Vive nos joelhos dos jogadores e dos jóqueis. É bem esportivo, quando quer. Sendo atual, é hoje. Usa jeans até, posto que é jovem. Em janeiro, é o primeiro do ano. Em julho já é férias e a gente nem vê que junho, apesar do inverno, passou ligeiro. Vai a jato do Japão para a Jamaica. E ainda passa em Giruá, que devia ser jerivá, minha cidade natal. Viaja livre, granjeia. E está nas cerejas e nas laranjas. Faz mandinga e canjerê. Jura que é palatal. Fricativo e sonoro.

E como pra me gabar: quem tem seu nome lembrado em carta de baralho? Tudo bem: o valet é empregado, mas a gente tem humildades. Finalmente, Joãos e Josés são os nomes mais populares do mundo... E nome de imperador? Justiniano deu esplendor a Roma ao lado de Teodora, uma dançarina prostituta que chamou de sua. E com Deus, alguém guardou afinidades? No meu nome tem Javé e tem Jeová. E só não tem Gerson, aquele filho de Moisés (que na sarça, perguntou o nome, inutilmente) porque garfo é palavra feia (isso é para os fortes!). Por isso cuidado: assim, na lata, “J nenhuma” também é patavina. Humildade tem seus limites! A gente não veio pra brincadeira. Gentileza não insistir. Com geleia também não. Vamos ser ajuizados. O blog é com J porque a gente não é, mesmo que gente seja difícil - como é difícil um J. Gente é sujeito de muitas conjugações... Bora ser coruja pra cogitar um pouco? Tem jeito?


PS.: Não. Eu não gosto de jiló.





13 comentários:

Zoraia disse...

Joia!

Unknown disse...

Oi Jelson! Adorei o novo canal... e do texto inicial também ☺. Boa iniciativa!! 👏👏
Pedro Almeida

Unknown disse...

Oi Jelson! Adorei o novo canal... e do texto inicial também ☺. Boa iniciativa!! 👏👏
Pedro Almeida

Ramon Gusso disse...

depois deste elogio ao J, passei até a gostar do José que existe entre o meu nome e sobrenome.

Sandra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo Alvarenga disse...

Muito criativo...parece uma boa fase, abraço

Rosi Sinja disse...

Adorei e me identifiquei. Aproveito para convidá-lo a visitar meu blog: baterdasasas.blogspot. com.br

Latino-Americana Brasil disse...

Que bom, amigo e irmão Jelson!
Ampliando e alimentando os canais de comunicação. Seja muito feliz!Abraços daqui do sul do mundo.

Tiago Lacerda disse...

Adorei a ideia! Surpreendendo com simplicidade e muita criatividade!

Abraço

Jelson Oliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jelson Oliveira disse...

Obrigado meus amigos/as. Que bom que gostaram.

Agnes Ribeiro disse...

Ah maravilha! Assim a gente sente mais pertinho de você!

Denise Nascimento disse...

Quando li uma resenha sobre seu livro: " A solidão como virtude...", gostei muito e comecei a procurar pelo livro nas livrarias online,mas não encontrava, pois grafava seu nome com "G" (desculpa!), até que voltei à resenha e observei seu nome com "J". Aí te encontrei!P.s.: Eu também não gosto de jiló...