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QUEM SOU

Professor de Filosofia, gosto da palavra, que vem em forma de vivência, depois reflexão e, por fim, escrita (ou seria tudo junto, ao mesmo tempo?). Escrevo artigos, ensaios, livros e poemas. Abasteço meu pensamento em autores como Nietzsche, Schopenhauer e Hans Jonas e tento pensar sobre problemas que nos afetam sob esses espaços infinitos que nos ignoram.

Entre meus livros, estão os 3 volumes da Coleção Sabedoria Prática ("Sabedoria Prática", "Filosofia da Viagem" e "Elogio à Simplicidade", que já estão na terceira edição). Ano passado lançamos, Marcella Lopes Guimarães e eu, a Coleção Café com Ideias, cujo primeiro volume é "Diálogo sobre o Tempo: entre a filosofia e a história". Você pode encontrar no site: www.livraria.pucpr.br

Além disso escrevi "A solidão como virtude moral em Nietzsche"; "Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche" e "Compreender Hans Jonas". Sou co-autor de: "Ética, técnica e responsabilidade"; "Vida, técnica e responsabilidade"; "Ética de Gaia"; entre outros.


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terça-feira, 21 de março de 2017









"É preciso refletir bem: onde termina o animal e 
onde começa o homem?" 
(Nietzsche, Schopenhauer como educador)



Existe uma urgência filosófica de pensarmos a chamada “questão animal”. E isso não diz respeito apenas aos bichos não humanos. Diante do olhar do animal, o ser humano se encontra com ele mesmo. Afinal, a gente também é bicho. E se a nossa diferença em relação aos demais é motivo de vergonha (se levarmos em conta toda a dor e o sofrimento impostos historicamente aos animais não-humanos), é ela também que nos dá grande responsabilidade, seja na reflexão ontológica sobre quem somos enquanto membros da espécie animal, seja na atitude ética que nos é exigida.
Trata-se de refletir criticamente sobre a crença milenar na primazia ontológica do ser humano e em sua superioridade diante das outras espécies, contra as quais ele implementa lancinantes expedientes de exploração, experimentação e consumo que não só têm produzido todo tipo de sofrimento (o que já é terrível e condenável por si só) como têm contribuído para a extinção de muitas formas de vida que povoam ares, terras e águas. Esse primeiro contrassenso, de cunho ontológico, fechou o animal em seu círculo próprio pretensamente intransponível (porque sem mediação linguística) e se desdobrou em um embuste moral que levou o homem a negar a própria animalidade em vista do presumido melhoramento fundado na racionalidade, cujo resultado foi o adoecimento, o enfraquecimento e o fastio do homem consigo mesmo. 
Não é por outro motivo que a filosofia contemporânea tem se dedicado a rever a condição ontofenomenológica e a relação ética entre animais humanos e não humanos, tendo como fio condutor a própria animalidade que os unifica ontologicamente: em seu sentido mais complexo, esse se tornou um dos temas centrais do pensamento filosófico, especialmente a partir da segunda metade do século passado, cujo empenho tem sido desconstruir as prejudiciais hierarquias no plano geral da vida e repensar o animal humano em sua íntima relação com o inteiro mundo da vida. 
Em tempos de um anti-humanismo que anunciou o fim do homem, abrindo caminho para muitas quimeras do pós e do transumanismo, pensar o animal pode ser um caminho para a renovação cultural e a afirmação de uma nova atitude dos seres humanos diante de si mesmos e diante do reino extra-humano, por onde vagam as vítimas silenciosas da nossa atual civilização urbano-tecnológica. Por isso, com a questão animal, a filosofia se reaproxima de seus grandes temas, do ponto de vista ontológico, epistemológico, antropológico e ético. 
Tais questões me levaram a organizar um livro que acaba de ser publicado pela editora PUCPRESS. A obra interessa a filósofos, bioeticistas, linguistas, literatos, defensores da causa animal e todos os que se preocupam com esse tema. Reunindo de forma inédita no Brasil textos de especialistas renomados nacional e internacionalmente, Filosofia animal pretende oferecer ao leitor um panorama do debate atual sobre esse assunto, com o qual a filosofia assume a sua tarefa zoofilosófica – algo que faz dela, no limite, uma filozoofia: um amor pelo animal e um saber que nasce dele. Com ele descobrimos que a carne é fraca e está podre faz tempo.


O livro será lançado no próximo dia 29.03, no segundo andar do Bloco Amarelo da Escola de Educação e humanidades e está à venda a um preço promocional de R$ 35,00 (+ 5,00 de despesas de correio). Basta enviar um email para jelsono@yahoo.com.br e passaremos mais informações.


VEJA O SUMÁRIO DO LIVRO





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